Não acho que alguém se interessaria realmente por ler as bobeiras que me passam pela cabeça, mas criei esse blog pela simples necessidade de escrever.
Na madrugada de sexta aconteceu um infortúnio que me pôs vários pensamentos em movimento e eu gostaria de compartilhar alguns deles. Primeiro, aos fatos:
Faz 21 anos que moro na mesma casa. Conheço todos os vizinhos e cresci junto com alguns deles. Na última sexta-feira, alguns desses amigos estavam em uma festa junina em Jurucê (10minutos daqui) quando deu 1h da manhã e 4 deles resolveram voltar pra Ribeirão para buscar algumas coisas. Provavelmente bêbado, o motorista vinha à 150km/h e virou no lugar errado, batendo na guia. Carro: provavelmente PT. Motorista: saiu esses dias do coma. Passageiro, 20 anos, morte cerebral. Desligarão os aparelhos provavelmente amanhã. Banco de trás: um de 16 que está todo ferrado no hospital mas sem risco de vida e outro de 17 em coma induzido mas com esperanças de recuperação, apesar de só estar piorando. Crescemos juntos. Viviam em casa. Amigos do meu irmão. Famílias chocadas e confusas. A mãe do que morreu já tinha problemas graves com depressão e foi internada em estado de choque. Outra mão ainda não absorveu o acontecido e um pai realmente não entendeu nada do que houve. Complicado...
Fora toda a tristeza e o resto, o que me veio a mente foi: nunca falei do Senhor pra nenhum deles. Sempre vi a condição em que viviam, mas nunca falei nada. Absolutamente nada. Então comecei a pensar em todas as pessoas que estão ao meu redor e a pensar que nada garante que as verei novamente no dia seguinte. Pensei em todo o peso que está sobre elas e como eu poderia libertá-las com uma palavra. E pensei em quantas oportunidades eu tenho. E como eu quase sempre deixo passar... Quantas vidas vai me cobrar o Senhor? Quantas pessoas queridas eu vou perder e ter que pensar que nunca falei de Deus pra elas? Quantas delas me cobrarão isso depois?
Outra coisa que me veio a mente: podia ter sido eu. Na adolescência e juventude temos a tendência a pensar que somos imortais, mas não somos. E, se fosse eu, como está minha condição hoje? Para onde eu iria? E em que situação?
É engraçado... a morte sempre me faz pensar em várias coisas.
Pena que algumas conclusões vem tarde demais.
"É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã, porque se você parar pra pensar, na verdade não há". Renato Russo
domingo, 21 de junho de 2009
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Amém, Fer!
ResponderExcluireh triste, mas sempre aprendemos mtas coisas com a morte neh...
Seja mto bem vinda, depois te ensino a postar videos aki,
bjos